Sobre os sapos verde-escuros, é necessário esclarecer que são muito importantes na organização e funcionamento da lagoa, desde que saibam exatamente o que estão fazendo e para quem estão trabalhando.
Cada lagoa, como dito, possui um ou mais sapos verde-escuros, auxiliados por outros do mesmo tipo e cor, só que de tamanho menores.
Cabe a esse time de sapos velar pelo pleno funcionamento da lagoa, a fim de que os demais sapos - e as rãs e pererecas confiadas a cada sapo, sintam-se em um ambiente acolhedor e propício para o aprendizado da arte de como colher insetos. Para isso, a temperatura da água da lagoa deve ser favorável, sem os constantes aquecimentos descritos no capítulo inicial desta história.
Mas, como se sabe, existem sapos fieis a esse papel (muitos, por sinal) e outros que apenas transmitem (e cobram cumprimento) dos recados passados pelo Príncipe-Regente. Ai nós sabemos muito bem que a temperatura da lagoa sobe e os sapos vão ficando cada vez mais estufados, sem esboçar quaisquer reações de superação da situação (apenas conversam entre si, sobre os velhos tempos em que a água era mais tranqüila e as pererecas e rãs estavam mais atentas às diversas formas de como caçar insetos).
Muito pelo contrário, com a temperatura alta os sapos ficam mais dóceis, a ponto de aceitarem, sem maiores problemas, as regras que o Príncipe-Regente transmite, via sapos verde-escuros:
1) A forma certa e única de ensinar como apanhar insetos, a quantidade correta de insetos apanhados por pererecas;
2) Quantas pererecas são capazes de caçar adequadamente (em três níveis distintos, de acordo com as quantidades apreendidas: pré-caçadoras, si-caçadoras e alfa-caçadoras - esses níveis podem ser subdivididos também);
3) A necessidade de 100% das pererecas mais novinhas serem capazes de ser alfa-caçadoras, não importando se estão já maduras e sadias para tal;
4) A urgência das rãs saberem distinguir mosquitos-poetas de mosquitos-jornalistas e mosquitos-cientistas, para que o seu cardápio fique mais enriquecido;
5) Provão anual, para verificar quais lagoas estão cumprindo (e quais não estão) as metas estabelecidas na arte de apanhar insetos - lagoas melhores e lagoas piores (os sapos de cada lagoa, serão premiados ou não, de acordo com os resultados).
Claro que existem (como escrevi acima) muitos sapos verde-escuros que até estão preocupados com essas instruções do Príncipe-Regente, mas sabem muito bem que sem um trabalho dinâmico dos demais sapos - com respeito e valorização sapal e inter-sapal (com reflexos no respeito pererecal e ranzal), nada será conseguido de duradouro, pois tudo aquilo conseguido com o calor da água quente da lagoa (calor este, artificial), será perdido quando o Príncipe-Regente sair para passear (chegando, em seu lugar, um outro Rei -não o que saiu atrás da peruca genérica perdida, claro!), e a temperatura voltar ao normal.
Já aquilo que foi conquistado com amor, diálogo, respeito e ética continuará existindo, mesmo se a temperatura da água da lagoa voltar a subir (de vez em quando). E esta será a melhor e mais perfeita lição que pererequinhas e rãzinhas poderão apreciar (cidadania, digo, sapanania), aperfeiçoando, inclusive, as lições de como caçar melhor os insetos (e não a maior quantidade e tipos de insetos).
Dai a importância dos sapos verde-escuros: verdadeiros lideres de suas lagoas!
___________
NOTA DO AUTOR:
Sapos verde-escuros são fundamentais na organização da lagoa. Cabe a eles manter ou subir a temperatura da água, com suas ações pontuais.
Escrevi este capítulo para defender os sapos verde-escuros, pois considero-os essenciais para o perfeito funcionamento da lagoa. Diria mais: para sua sobrevivência (são eles que controlam a temperatura da água - e nós sabemos o que acontece com a água fervente, não é mesmo?).
Futuramente, escreverei sobre os sapos verdes e seu papel fundamental. Não escreverei sobre os sapos amarelos, uma vez que foram "esverdeados" na madrugada do dia da mentira.
Abraços sapais, fieis leitores!
Cada lagoa, como dito, possui um ou mais sapos verde-escuros, auxiliados por outros do mesmo tipo e cor, só que de tamanho menores.
Cabe a esse time de sapos velar pelo pleno funcionamento da lagoa, a fim de que os demais sapos - e as rãs e pererecas confiadas a cada sapo, sintam-se em um ambiente acolhedor e propício para o aprendizado da arte de como colher insetos. Para isso, a temperatura da água da lagoa deve ser favorável, sem os constantes aquecimentos descritos no capítulo inicial desta história.
Mas, como se sabe, existem sapos fieis a esse papel (muitos, por sinal) e outros que apenas transmitem (e cobram cumprimento) dos recados passados pelo Príncipe-Regente. Ai nós sabemos muito bem que a temperatura da lagoa sobe e os sapos vão ficando cada vez mais estufados, sem esboçar quaisquer reações de superação da situação (apenas conversam entre si, sobre os velhos tempos em que a água era mais tranqüila e as pererecas e rãs estavam mais atentas às diversas formas de como caçar insetos).
Muito pelo contrário, com a temperatura alta os sapos ficam mais dóceis, a ponto de aceitarem, sem maiores problemas, as regras que o Príncipe-Regente transmite, via sapos verde-escuros:
1) A forma certa e única de ensinar como apanhar insetos, a quantidade correta de insetos apanhados por pererecas;
2) Quantas pererecas são capazes de caçar adequadamente (em três níveis distintos, de acordo com as quantidades apreendidas: pré-caçadoras, si-caçadoras e alfa-caçadoras - esses níveis podem ser subdivididos também);
3) A necessidade de 100% das pererecas mais novinhas serem capazes de ser alfa-caçadoras, não importando se estão já maduras e sadias para tal;
4) A urgência das rãs saberem distinguir mosquitos-poetas de mosquitos-jornalistas e mosquitos-cientistas, para que o seu cardápio fique mais enriquecido;
5) Provão anual, para verificar quais lagoas estão cumprindo (e quais não estão) as metas estabelecidas na arte de apanhar insetos - lagoas melhores e lagoas piores (os sapos de cada lagoa, serão premiados ou não, de acordo com os resultados).
Claro que existem (como escrevi acima) muitos sapos verde-escuros que até estão preocupados com essas instruções do Príncipe-Regente, mas sabem muito bem que sem um trabalho dinâmico dos demais sapos - com respeito e valorização sapal e inter-sapal (com reflexos no respeito pererecal e ranzal), nada será conseguido de duradouro, pois tudo aquilo conseguido com o calor da água quente da lagoa (calor este, artificial), será perdido quando o Príncipe-Regente sair para passear (chegando, em seu lugar, um outro Rei -não o que saiu atrás da peruca genérica perdida, claro!), e a temperatura voltar ao normal.
Já aquilo que foi conquistado com amor, diálogo, respeito e ética continuará existindo, mesmo se a temperatura da água da lagoa voltar a subir (de vez em quando). E esta será a melhor e mais perfeita lição que pererequinhas e rãzinhas poderão apreciar (cidadania, digo, sapanania), aperfeiçoando, inclusive, as lições de como caçar melhor os insetos (e não a maior quantidade e tipos de insetos).
Dai a importância dos sapos verde-escuros: verdadeiros lideres de suas lagoas!
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NOTA DO AUTOR:
Sapos verde-escuros são fundamentais na organização da lagoa. Cabe a eles manter ou subir a temperatura da água, com suas ações pontuais.
Escrevi este capítulo para defender os sapos verde-escuros, pois considero-os essenciais para o perfeito funcionamento da lagoa. Diria mais: para sua sobrevivência (são eles que controlam a temperatura da água - e nós sabemos o que acontece com a água fervente, não é mesmo?).
Futuramente, escreverei sobre os sapos verdes e seu papel fundamental. Não escreverei sobre os sapos amarelos, uma vez que foram "esverdeados" na madrugada do dia da mentira.
Abraços sapais, fieis leitores!
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